
Um papel especial era interpretado nos primeiros dias do Nacional Socialismo pelo poeta e dramaturgo Dietrich Eckart o qual provinha de Neumarkt in der Oberpfalz e se filiou no Deutsche Arbeiter Partei no verão de 1919. O apogeu do seu trabalho filosófico é a tradução Alemã da cena "Peer Gynt" de Hendrik Ibsen a qual foi editada em 1912. Eckart era também autor e editor de diversos periódicos antisemitas; por exemplo o semanário "Auf gut deutech" que era publicado desde 1919com o apoio da Sociedade Thule. Dietrich Eckart, que descobriu Hitler em Setembro de 1919, tornou-se mais tarde num amigo e professor. Ele com os seus pontos de vista nacionalista radicais, antidemocratas e antisemitas foi o exemplo ideológico de Hitler. Dietrich Eckart já estava convencido em 1920 que os Judeus tinham de ser destruidos. Eckart meteu-se em apuros quando em 1923 o procurador público decidiu durante o período da República de Weimar - o que na altura era muito comum - indiciar o escritor por difamação de carácter em ligação aos seus ataques antisemitas no na altura Reichspräsident Friedrich Eben. A causa imediata estava num panfleto em dialecto Bávaro, "Miesbacher Haberfesttreiben 1922", no qual Friedrich Ebert era apresentado como um instrumento de interesses Judeus, anti-Alemães. Dietrich Eckart não compareceu à sessão do "Leipziger Staatsgerichtshof", a qual decorreu no dia 12 de Março de 1923, portanto foi emitido um mandato de apreensão. No final de Abril tornou-se claro que a "Leipziger Kriminalpolizei" estava a procurar seriamente por Dietrich Eckart. Adolf Hitler ordenou que homens armados das SA se mantivessem em guarda em frente à sua casa mas a prisão pareceu ser apenas uma questão de tempo. Christian Weber, um dos poucos amigos íntimos de Adolf Hitler e um dos primeiros lutadores do NSDAP - era o militante número 15 -, conhecia um retiro. Ele tinha um amigo, chamado Bruno Büchner que era fiança da casa de hóspedes Moritz, a posterior Platterhof no Obersalzberg sobre Berchtesgaden, ao qual o procurado Dietrich Eckart podia ser confiado. O Chefe de Pessoal das SA, Ernst Röhm, organizou secretamente a remoção de Dietrich Eckart para Berchtesgaden. Alguns dias mais tarde Adolf Hitler visitou-o. Durante a guerra, no ano de 1941, relembrou este primeiro dia no Obersalzberg num dos seus monólogos nocturnos.
"Eu só sabia que ele se encontrava numa hospedaria acima de Berchtesgaden. Um dia em Abril pedi à minha irmã mais nova para lá ir comigo. Disse-lhe que tinha uma reunião lá com alguns cavalheiros e deixei-a em Berchtesgaden para subir com o Weber a pé. A estrada era sempre a subir e parecia interminável.' Não passava de um pequeno atalho na neve. 'Endoideces-te?', disse-lhe. Esta estrada nunca acaba? Julgas que vou escalar os Himalaias; que me transformei num camelo? Pelos céus, não conseguiste encontrar um lugar melhor? Se ainda temos muito caminho pela frente prefiro voltar, passar a noite na cidade e escalar a cidade amanhã durante o dia.' Ele: 'Não tarda nada já estamos no topo.' E subitamente vi à minha frente uma casa: a hospedaria Moritz, 'Temos quartos lá?' 'Não, mas onde não estiverem sapatos à porta, podemos entrar.' Batemos à porta. "Diedi, o Lobo está aí," Ele abriu a porta vestido com a sua camisa de noite. Comprimentamo-nos. Ele estava muito emocionado. 'A que horas tenho de me levantar amanhã de manhã?' Ele: 'Às 7.00 é a melhor hora." - Ainda não tinha observado nada da vista. Na manhã seguinte quando me levantei; já estava claro. Fui à varanda e olhei lá para fora: o que vi era maravilhoso. A vista de Untersberg, indiscritível.' Eckart já estava no rés do chão, a Frau Bücnher sorriu amigávelmente, Eckart apresentou-me aos Büchners: 'Este é o meu jovem amigo, Herr Wolf (Lobo).' Ninguém pareceu suspeitar que eu era o notório Adolf Hitler. Eckart estava lá como Doutor Hoffman."
Após a falhada marcha no Feldherrnhale, a 9 de Novembro de 1923 - para a qual Eckart havia encorajado Hitler - foi levado em custódia no dia seguinte. Devido à sua doença de coração foi solto um pouco antes do Natal. No dia 16 de Dezembro de 1923 Eckart falecia com cinquenta e cinco anos. Foi enterrado a 5 de Setembro no cemitério da montanha de Berchtesgaden. Ainda hoje é possível encontrar a sua impressionante laje tumular.
Após 1923 Adolf Hitler glorificou o seu mentor e "amigo paterno", como lhe chamava em público, ao erguer a privilegiada sala Dietrich Eckart como um memorial. Nada estava autorizado a ser modificado neste quarto. Apenas lhe foi adicionado o busto do poeta. A A Casa Castanha em Munique foi acrescentada. Quando, em 1938, se iniciou a renovação e extensão do Platterhof - os planos previam uma casa com 150 quartos e 300 camas bem como todos os outros quartos necessários - os edifícios antigos foram demolidos com a excepção do quarto Dietrich Eckart que permaneceu intocado. O novo Platterhof tinha de ser construido em volta deste quarto.
Eckart foi uma figura chave na rápida subida de Adolf Hitler. Posteriormente era frequentemente indicado como visionário porque já anunciava Adolf Hitler como futuro Führer dos Alemães ainda no estágio inícial do Movimento.
Hitler, que se considerava como um discípulo de Dietrich Eckert e exprimiu numa homília que Eckart "escreveu poemas tão belos como Goethe", honrou-o como nenhum outro dos seus antigos combatentes. No seu livro "Mein Kampf" chamava-lhe literalmente um mértir e dedicou-lhe a frase final do livro:
E entre eles quero incluir aquele homem que como um dos melhores dedicou a sua vida à ressureição do seu, nosso povo, tanto no pensamento como nos actos: Dietrich Eckart.
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